1970

Chegando ao novo emprego, começou pelo caminho mais árduo, de modo que pudesse mostrar seu valor e conhecer o trabalho desse ramo por completo. Foi assim que começou no estoque de frutas de seu tio, aprendendo a embalar frutas, descarregar caminhão e organizar palete. Dessa forma foi ganhando a confiança de todos e avançando na sua trajetória. Tendo aprendido a arte de recuperar caixas de fruta avariada, foi principal responsável por fazer subir o faturamento da importadora. Conhecia como ninguém a técnica de armazenamento de frutas e o tempo certo de venda de cada uma delas. Tinha o controle de toda a entrega e a organização sequencial de como deveria ser realizada cada venda.  Quando se casou, resolveu que precisava melhorar a renda, para que fosse proporcionado melhor conforto a sua esposa e ao futuro rebento que planejavam. Foi assim que resolveu trabalhar também em outro negócio, que consistia em uma banca de camelô onde podiam ser vendidas as frutas que comprava do seu tio. Planejou a banca, bem como as frutas que podiam ser vendidas. Montou toda estrutura e usou o conhecimento que aprendera no negócio do tio para potencializar o sucesso de seu empreendimento. No mesmo tempo que fizera esse planejamento, estava comprando uma autonomia de Táxi com a ajuda de seu pai, o que lhe garantiria condições de poder trabalhar por conta própria caso seu negócio não desse certo. Foi em torno dessas dificuldades que se deu início o primeiro negócio do seu Eduardo. Como em pouco tempo o negócio de fruta mostrou-se mais rentável que o trabalho com o tio, resolveu sair e ampliar ainda mais o próprio negócio. Seu Eduardo chegou a ter 10 bancas de fruta espalhadas por diversas ruas do Rio de Janeiro, sendo um dos maiores compradores de fruta do CEASA, só perdendo para os supermercados.